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O QUE DEVEMOS SABER SOBRE CUIDADOS PALIATIVOS

Cuidados Paliativos são a abordagem do paciente e sua família com doença ameaçadora de vida. O manejo de dor  e outros sintomas, e provisão de suporte psicológico, social e espiritual,  são supremos almejando a alcançar a melhor qualidade de vida para pacientes e seus familiares ( WHO,2002).

As vantagens dos cuidados paliativos tem sido demonstradas na qualidade do serviço e do cuidado. outra vantagem comprovada é o menor custo quando comparado ao tratamento convencional. Temel et al,2010, demonstraram que os cuidados paliativos, quando oferecidos precocemente e corretamente aos pacientes, melhoram a qualidade de vida, o humor e a sobrevida dos pacientes.

Definições importantes organizadas pela ANCP,2007, não sendo de caráter normatizador ou impositivo, servem como sugestão para formulação de políticas locais de cuidados paliativos:

Paciente terminal: não se usa mais. usa-se paciente elegível para cuidados paliativos. Que são pessoas portadoras de doenças crônicas, evolutiva e progressiva, com prognóstico de vida supostamente encurtada a meses ou ano. Corresponde a 40% ou menos na escala de Karnofsky pó PPS.

Paciente em processo de morte: aqueles que apresentam rápidos sinais de progressão da doença, com prognóstico estimado de  semanas de vida a mês.

Fase final da vida: período em que supostamente o prognóstico  de vida pode ser estimado em horas ou dias.

Paliação: Toda medida que resulte em alivio em um sofrimento do doente.

Ação paliativa: qualquer medida terapêutica, sem intervenção curativa, que visa a diminuição em ambiente hospitalar ou domiciliar, as repercussões negativas da doença sobre o bem estar do paciente ( independente da doença ou do seu estágio de evolução).

  Manejar com a dor requer uma avaliação inicial, sabendo-se através da avaliação e exame físico, elucidando local e irradiação  da dor, duração, frequência, intensidade, identificar possíveis causas e  excluir qualquer emergência que requeira manejo especifico tipo: compressão medular, obstrução intestinal,fratura óssea,etc. Se a dor for severa, aplicar tratamento imediato antes de prosseguir com o manejo.

Alguns cuidados não farmacológicos:

– Para áreas de pressão, utilizar colchão de fluxo de ar ou visco-elástico

-Para pacientes com pele íntegra e higienizada, considerar o uso de dexpantenol a 5%  creme ou dersani 1 vez , 3 vezes ao dia.

-Fisioterapia respiratória, motora ou neurológica, através de mobilizações ativas, ativo-assistidas ou passivas, mobilizações no leito orientando os familiares e os cuidadores, a utilização de eletroanalgesias,a radiofrequência é uma excelente ferramenta para o tratamento da dor aguda e crônica, possuindo grande vantagem por ser um método não invasivo que proporciona inibição prolongada da dor, TENS, acupuntura entre outros recursos fisioterapêuticos.

Como tratamentos complementares de suporte psicológico, orientam-se passeios, ouvir boa música, e atividades que despertem para o mundo.

Os suportes farmacológicos sempre seguem respeitando a escala da dor da OMS, utilizando sempre a via oral, quando possível.

Minimizar os efeitos colaterais de opióides, AINE e corticoides. Avaliar o tempo de analgesia, se  recente, e as doses,e as doses de resgate.

Estes pacientes podem apresentar dores neuropáticas, constipação,obstrução intestinal maligna ( associada a sobrevida limitada),caquexia ( síndrome multifatorial), depressão, ansiedade, Delirium, crise convulsiva, agitação terminal, hipersecreção respiratória, dispneia, entre outros.

Os cuidados paliativos precisam ser rigorosamente administrados no âmbito das praticas de saúde. com intenso controle e a aplicação de  fundamento científico à sua prática, para jamais serem confundidos com descaso, desatenção, ausência de assistência ou negligência.

O fato de estar em condição de incurabilidade não significa que não haja mais o que ser feito à luz do conhecimento acumulado na área da assistência à saúde. O que muda é o enfoque do cuidado, que agora se volta as necessidades do doente e sua família, em detrimento do esforço pouco efetivo para curar a doença.

fonte:

 Referências Bibliográficas:

1. Academia Nacional de Cuidados Paliativos. Critérios de qualidade para os cuidados paliativos

no Brasil. Rio de Janeiro: Diagraphic editora; 2007.

2. Brasil. Conselho Federal de Medicina. Resolução nº. 1.805, de 9 de novembro de 2006.

Dispõe sobre na fase terminal de enfermidades graves e incuráveis é permitido ao médico

limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente,

garantindo-lhe os cuidados necessários para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento,

na perspectiva de uma assistência integral, respeitada a vontade do paciente ou de seu

representante legal. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasilia (DF). 28 nov. 2006;

seção 1:196.

3. Cortes CC. “Historia y desarrollo de los cuidados paliativos”. In: Marcos GS, ed. Cuidados

paliativos e intervención psicosocial en enfermos de cáncer. Las Palmas: ICEPS; 1988.

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[Acessado em: abril de 2007] Disponível em http://www.palliative.info

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